Dr. Bartolomeu
Figurante De Filme Pornô.

Eu pedi um bife e o garçom me trouxe um pavão.
O que eu faço agora?
Não sou um reclamão.

Dr. Bartolomeu
Alpiste Amarelo.

Dona Madalena enxugava suas lágrimas com a gravata do seu  marido. O motivo para tanta emoção era a Orquestra de John  Malone que finalmente tocava em sua cidade.
Após 7 anos de espera, pois a turnê da Orquestra de John Malone  era mundial, finalmente Dona Madalena pode concretizar um  antigo sonho. Um sonho que ela cozinhou por tantos anos. Um  sonho que ela julgava inalcançável. Um sonho que nunca saiu de  sua cabeça. Lágrimas enxugadas, Dona Madalena respira fundo e  diz ao marido:

-Jorge. Tenho algo a lhe confessar.
-Hã? Não estou te ouvindo, queridinha. Repita.
-Eu tenho algo a lhe confessar. Jorge, preciso lhe contar  agora.

Porém o belíssimo solo dos trompetes não deixava Jorge ouvir.

-O que você está falando, Madalena? Não consigo ouvir nada.
-Jorge. Preste atenção, é muito importante. Por favor, escute.
-Madalena! Não consigo escutar uma palavra do que você diz!
-Por favor, Jorge. Seja forte. Não tenho mais como esconder  isso.

Agora era vez do solo dos marrecos. A Orquestra de John Malone  era famosa pelo seu experimentalismo.
O famoso solo dos  marrecos era o ápice da sua grande obra “O Castelo Amassado Em  Ré Menor”.

-Jorge! Preciso que você ouça! É algo muito importante!
-Madalena, meu deus do céu! Você não percebe que não consigo te  escutar com esse barulho infernal desses marrecos?

Entra em cena uma gaiola cheia de chiuauas. John Malone tira a  tampa da panela gigante que fica no centro do palco e joga  todos os cães lá dentro. É chegada a hora do movimento final.

-Por favor, me ouça agora. Jorge, é preciso que você fique  sabendo!
-Mulher! Pare com isso e assista o maldito espetáculo! Já me  cansei de suas ladainhas e choramingas sem sentido!

Patati. Patabum.
Um último acorde e o concerto termina.
Longos aplausos. Platéia em êxtase.

-Pronto, mulher. O que você queria contar para mim que é tão  importante assim?

Madalena encara o seu marido e diz:

-Agora não quero mais contar.

Ambrosino Tilésio
Bobina Enguiçada

Semana passada acordei com uma coisa estranha no bolso do meu pijama. Até onde sei, sou o único cara do planeta que ainda compra pijamas com bolso. Eles não me pareciam úteis, mas simpatizo com quaisquer tipos de bolsos. Naquela manhã, especificamente, ele mostrou trabalho.

Senti um peso estranho nele. Parecia vivo. Temi ser uma barata e preparei-me para o soco no peito, que doeria mas seria por uma causa mais nobre. Cerrei o punho direito, pensei no nocaute que Maguila levou do Holyfield e quando ia desferir o mesmo cruzado fatal, ele surgiu:

-NÃO!

Filho da mãe. Era um duende com um boné do banco nacional, aqueles que o grande Senna usava.

-Preserve-me! Sou um duende da sorte!

E eu vinha muito satisfeito com a minha vida pós-traumática. Sem remédios, sem cerveja, sem sexo, sem brigas, sem emoções. Uma vida sem sal, mas ainda assim, uma vida. Mas logo um duende da sorte? E que sorte de merda era aquela, já que ele usava o boné dum banco falido?
Estendi a mão amistosamente, esperando que ele saísse do meu bolso. Foi o que aconteceu. Da palma da minha mão, percebia o olhar curioso do pequenino. Abri a boca pra fazer uma pergunta e ele rapidamente pulou na minha garganta. Engasguei, tossi e ele voou na segunda rajada de ar. O boné ficou no gogó.

O lazarento me pedia o boné de volta, mas não tinha como pegá-lo. Era do tamanho dum pedaço triturado de coco que fica vagando pela boca após comer um prestígio. Impossível. Voltei a tentar conversar com o duende

-Escuta aqui, me explica o que você quer. Você quase me mata, eu quase te mato. Tem alguma coisa errada, e eu nem tô considerando o fato de você ter aparecido no meu bolso e estar usando um boné de banco. Que porréssa?

Ele pôs as mãos na cintura e respondeu com autoridade:

-Vim ajudá-lo. Eu ajudo as pessoas, você sabia? Sou um duende e trago sorte. Sei que você anda sem dinheiro, sem sexo, sem roupa, sem nada.
-Sem remédios…
-Sem nada! Você é tá o puro creme da derrota. Eu vim te trazer de volta à vida, rapaz. Pare de sofrer! Me dê uma moeda e verás a transformação.
-Caralho, que papo de igreja evangélica. Vá à merda, agora é que não confio mesmo em você.
-É só uma moedinha!
-Não!
-Por isso você tá fudido. Mão de vaca pra cacete, fica sem ninguém e se fode.

É, ele tinha um pouco de razão. Mas era só um pouco. Eu era mão de vaca por necessidade, os remédios eram caros. Mas eu parei com eles e continuei sovina. Foi igual ao costume criado depois do apagão: Tirava tudo da tomada depois de usar. Pensei duas vezes, três, e na quarta me dei conta da insignificância duma moedinha. Puxei 1 $ e entreguei pro duende. Ele riu e saiu correndo pelo quarto. Com ele a moeda parecia um escudo medieval, e ele a ostentava duma maneira que parecesse mesmo um escudo.

-… Ei!

Nada do duende. Ele entrou embaixo do armário. De vez em quando eu ouvia algum ruído de passadas curtas no piso. Poderia ser qualquer coisa, menos o desgraçado. Desencanei e fui pra cozinha tomar café.

Enquanto preparava o leite fiquei pensando na loucura que foi ter visto tudo aquilo. Conversado com um duende? Mas que merda. Um amigo, quando tinha 13 anos, escreveu um livro sobre duendes. Aproveitou o boom dos duendes e escreveu um livro. Foda. Eu tinha quase 20 e nunca tinha escrito nem uma carta pra alguém. Me senti um lixo.

Peguei os pães e os queijos e fui me sentar pra comer. Sentei e senti algo esquisitíssimo no reto. Algo vivo. Algo estranho. Algo estranhamente vivo passeava pelo meu rabo, e eu não tava com a menor vontade de cagar. Como estava comendo, não quis averiguar a estranheza e fiquei ali, curtindo a movimentação toda.

Na segunda mordida, percebi que não estava com o pão na mão. Nem havia queijo em lugar nenhum. Eu continuava dormindo, um pouco desacordado. Mordia meu travesseiro, apalpava o lençol. Tudo não passou de um sonho.

Olhei ao redor e nada vi. Dia lindo, um sol poético tomava conta do meu despertar. Ah, o alegre despertar. Por sorte eu não havia visto duende algum. A abstinência do remédio vinha me fazendo mal, pensei. Nisso olhei pra trás, vi o boné do Nacional na minha banda esquerda e um novo remelexo anal.

Que vida. Não era um sonho. Mas agora ele estava no pior lugar possível! E logo com uma moeda de 1 real! Cretino.

Liguei correndo pra minha tia. Ela rogou praga, eu sabia. Começou a me ameaçar quando fiz piadinhas sobre a igreja. Agora eu passei a acreditar em tudo e voltei a ter prazer sexual, automóvel do ano, uma gorda conta bancária e o amor divino. Mas algo me diz que se eu expelir o anão da moeda, tudo vai abaixo…
Depoimento de Everaldo Batério para a a igreja da pechincha

Dr. Bartolomeu
Cartucho de Atari

“Felicidade, é um purê de batata. Bém-bém, chu-chu.”

E assim, Marcelo encerrou sua vergonhosa carreira de covers abrasileirados dos Beatles.

Dr. Barolomeu
Folheto de pizzaria

- Euclides. É chegada a hora de eu relevar o mais horrível  segredo de nossa família.
- Oh céus, pai. Eu sabia que essa hora iria chegar.
- Você precisa ser forte, Euclides. É um segredo deveras  terrível.
- Então chega de rodeios, pai. Por favor, me conte esse  terrível segredo! A ansiedade está me consumindo por dentro!
- Tenha calma, Euclides. Esse segredo é tão terrível que eu não  posso lhe transmitir verbalmente. Veja. Escrevi aqui nesse  pedaço de papel. Peço que você o leia em silêncio.
- Tudo bem, pai. Irei fazer conforme você me pediu.

Silêncio enquanto Euclides lê o pedaço de papel que contém o  terrível segredo da família. Após 5 minutos, ele suspira.

- Meu Deus! Mas isso é incrivelmente terrível, pai! Como que  isso pôde acontecer durante todo esse tempo? É grotesco!
- Sim. Sim. Eu sei, meu filho. Esse é um fardo que nossa  família carrega há muitas e muitas gerações. Eu tive que  compartilhar esse segredo com você, pois é chegada a hora…
- Você quer dizer…?
- Sim, Euclides. Eu irei virar uma bailarina.

Dr. Bartolomeu
Síndrome de Down

- Vagabunda! Você cortou meu pau!
- Você fez por merecer, seu cuzão!

Soco na cara. Chute no saco. Sangue na parede.

Carlos e Suzana se amavam muito. Mas muito mesmo.
Ainda me lembro do dia do casamento deles.

- Você aceita Suzana como sua legítima esposa?
- Ela confirmou que não tem AIDS. Então aceito.

A festa foi uma loucura. Lá pelas tantas, Suzana deixou todos espantados ao colocar 3 garrafas de champagne em sua vagina.

- Vou bater o recorde mundial! Uuuuuuuuuhul!

Palmas. Gritos. Afobação.

Um dia estava passeando no centro comercial e percebi um rebuliço. Cheguei perto e eis que vejo Carlos e Suzana numa briga de facas.

- Vou cortar suas tetas, filha da puta!
- Você não é homem, Carlos. Bicha de merda!

Algum tempo depois fico sabendo que os dois tiveram 4 filhos e que vivem numa casa na praia.

Sinto saudades daqueles tempos românticos.

Dr. Bartolomeu
Purê de Batata

Claudomiro vendia balões. Um dia, comprou uma arma e atirou na primeira pessoa  que viu. Essa pessoa se chamava Mariana. Mariana acabara de comprar um par de  sapatos que tanto cobiçava. Se prostituiu por dois meses até juntar a quantia  necessária para obter os sapatos. A vendedora se chamava Letícia. Letícia estava  determinada a envenenar seu chefe, o senhor Rubens. Rubens sempre implicava com  suas funcionárias, em especial com Letícia. Ele dizia que ela era desleixada e  não cumpria suas obrigações na loja como deveria. Essas obrigações na verdade  eram as tentativas de Rubens em levar Letícia para a cama. Rubens era um gordo  seboso e careca que herdou a loja de sapatos de seu pai, Nestor. Nestor sempre  foi considerado um homem de bem. Era respeitado na comunidade e sempre estava  presente nos mais importantes eventos sociais de seu bairro. Todos o admiravam e  o respeitavam. Porém, Nestor era viciado em crack. Gastou toda a fortuna que  havia acumulado no tóxico. Após o divórcio, Nestor foi morar nas ruas. Morreu de AIDS dois anos depois.

Dr. Bartolomeu
Cirurgia de Fimose

Acordei com minhas pulgas gritando:
“Café! Café! Café!”

Putz. Que droga.

“Café! Café! Café!”

Tá bom. Caramba. Não me deixam em paz.
Esse seqüestro já dura 3 anos. Ninguém mais se lembra de mim.

“Café! Café! Café!”

Café. Maldito café.

Quando me preparo para sair, percebo que essa casa não tem portas.

Dr. Bartolomeu
Espinha Dorsal

Enquanto todos saboreavam carnes fritas no conforto do lar, Gerson Silva – mecânico – perambulava pelas ruas de sua cidade natal. Chutava tampinhas, chorava e rogava pragas diversas. “Charfundem todos na lama, miseráveis!”, gritava o infeliz mecânico.

Nada estava correto em sua vida. Gerson Silva agnava certas coisas tão peculiares como descascar limões usando uma lixa de unha. Era motivo de chacotas por causa disso? Claro que não. Porém eram tantas as afrestações que o terneavam e espurravam sua dignidade para o limbo. Gerson chegou ao cúmulo de pedir uma escova de dentes emprestada para Sílvio, o mendigo local.

Sílvio nem sempre foi um mendigo. Esculpia e vendia suas belas estátuas feitas com feijão branco. Eram um sucesso indescritível. Turistas de toda a parte do mundo visitavam a cidade apenas para comprar uma estátua feita de feijão branco. Época de fartura e luxúria. Porém tudo mudou quando o inverno de 1976 chegou. Todos se trancaram em seus porões e nunca mais ninguém comprou uma estátua feita de feijão branco. Sim, Sílvio perdeu seu ganha pão e a miséria o abraçou.

Gerson limpava o nariz com a manga esquerda de sua camiseta, quando percebeu uma luz estranha vindo em sua direção. “Não pode ser!”, pensava. Involuntariamente, Gerson começou a dançar. Freneticamente, gingava com passos descolados e modernos. Parecia que Gerson participava de algum videoclipe daquela popstar loira com seios fartos que tanto o agradava.

Gerson dançava e chorava. Grandes doses de ranho escorriam de seu nariz que outrora havia sido limpado. Lhações, grandes lhações ocorriam naquele grandioso momento. Um espetáculo audivisual só antes visto durante o show da banda Magnammus Brukläsque, cujo principal hit foi “Don’t Kiss My Dead Grandpa”.

Duas horas da tarde, Leandro entra na oficina e olha um cartaz em que Savannah Love – famosa estrela pornô da década de 70 – está deitada em cima de um tigre de pelúcia. Ele tosse duas vezes e chama a atenção de Gerson.
“Bom dia, amigo cliente. Em que posso ajudar?”
“O meu Maverick está com problemas no motor. Você quer dar uma olhada?”, diz Leandro.
“Sinto, não posso. Eu não posso!”, retruca Gerson.

Tudo o que tenho feito em minha vida apenas tem me dado noções da minha precariedade. Um sentimento de falência, certo nojo pela condição dos homens e até ternura, às vezes; quase sempre – pena. Mesmo nas etapas das quais saio vitorioso, nunca se afasta o gosto da frustração. Competir pra mim é imoral, portanto: profissional, amorosa, familiarmente, meus acontecimentos não têm me preenchido nada. De transitoriedade e de insuficiência têm-me sido essas coisas do amor, da profissão e da família. A verdade é que não consigo comunicação. Nem o exterior comigo. Eu não aprendo a aceitar nada pela metade. E é este sentimento de culpa que me fica.

João Antônio

Dr. Bartolomeu
Adesivo Transparente

Usando todos os temperos do mundo em seu chapéu, Charline decidiu arremessar sua espada contra o  corpo de Agripino.

ZAP!

A cabeça de Agripino rolava no gramado castigado pelas chuvas e framboesas aladas.

Em entrevista ao canal Jabiru News, Charline declarou:
-Não comecei a bordar gavetas ao acaso. Tudo faz parte de um grande plano das Indústrias Fernando  de Agrião Em Lata.

Charline era uma garota bonita. Porém, ela tinha muitos pêlos em seus braços. Fingia gostar de  filmes cults e ouvia bandas imbecis para passar uma imagem de moça descolada. Todos sabiam disso  e a julgavam uma imbecil. Nada mais justo.

Um belo dia, ela entrou em seu Chevette rosa e começou a chorar. Quando perguntaram o motivo, ela  respondeu:
-Não sei mais como ligar esse carro.

BUM

A Itália explodiu depois desse comentário.

Ambrosino Tilésio
Comeu o Thom Yorke

-Humberto?
-…
-Humberto? Tá acordado?
-Hmm…
-Olha só, você vai perder a apresentação.
-Apv…zzzentasss…hm
-Acorda, Humberto!
-Quê?
-Acorda, o maestro já saiu da geladeira.
-Ah é? Eu dormi só 18 horas, bebê.  Não tenho condições.

Humberto não levantou da cama.

-Humberto, o maestro saiu da geladeira e derreteu. Você perdeu a apresentação. Agora só daqui a 10 anos.
-Em 10 anos estarei morto!
-Pois então compremos um pinguim mesmo. Um só é melhor do que toda a orquestra, benhê.
-Podicrê.

Dr. Bartolomeu
Molho de Pneu

Nunca prometi algo para alguém. Porém, ela veio me cobrar aquela merda toda. Não sei do que você está falando, garota. Volte para sua casa e prepare uma refeição quente para  sua família.

Ela não suporta a verdade cuspida na cara. Ela diz que vai cortar meus testículos e fritar com  azeite barato.

É possível que duas pessoas possam construir um gerador de energia renovável e ecologicamente  correta? Ela disse que não. Dei dois tiros no joelho dela.

No shopping, ela grita algo que não consigo entender. O vendedor me olha com um sorriso de  satisfação enquanto acaricia uma televisão de duzentas polegadas. Conto para o ventilador o  resultado do jogo de futebol e vou embora.

Na janta as coisas ficam mais complicadas. Ela passou corretivo em todas minhas palavras-cruzadas.  Eu digo que é o fim e saio voando pela janela. Flap. Flap. Vou parar num país onde todos se  chamam Catorze.

Aquela música cujo nome não me lembro era boa. Muito boa.

Ando em meio a um mar de mulheres, um oceano delas, e estou sedento por água doce.

Nada me convenceu de que um complexo jurídico possa abrigar mulheres pensantes. Um oceano delas, e eu ali. Me sinto um ácaro nadando em meio a girinos, que não conseguem fazer nada a não ser andar desnorteadamente para alguma direção. Tudo é grande, vistoso, impressionante, ao mesmo tempo que é oco, estúpido, vago.

Ah, boa moça de Feira. Não fique assim, longe de mim.

Ambrosino Tilésio
Meia Encardida

Encontrei uma notícia curiosa no jornal Gazeta de Namaméias de 3j&¨~~ de fevereiro dum passado próximo e resolvi trazê-la para os cinco leitores de nuestro blog.

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Legumes têm aumento de 4,77% nos supermercados

Após ter confessado participação no assassinato da faixa de pedestres, o calhambeque DFL 5639, de 53 anos (mais as reformas), alegou à polícia que estava sob efeito de psicotrópicos: “Não sabia que poderia acontecer isso, mas estava fora de si”, buzina o automóvel, que no momento da entrevista se mostrou visivelmente abalado e com combustível adulterado. “Eu estava poluído, com pouco ânimo para correr e pouco espaço nas cidades. Me filiei ao Greenpeace mas não ajudou nada, eles tentaram até me matar lá mesmo. Fugi de lá descontrolado e alucinado e matei a faixa” lamenta o possante, que ficará no pátio até o próximo leilão.

A morte da faixa de pedestres trouxe diversos problemas para a cidade. O número de mortes humanas triplicou e a impunidade dos autos está periclitante. O Secretário Geral dos Transportes, Dr. Freezer, alinhado às políticas de segurança do Comandante-em-Chefe da Polícia, Capitão Cimento, criou um novo acessório para combater as irregularidades oriundas da Revolução Industrial: O Putaquepariu.

A partir do segundo semestre de M5fD##, todos os automóveis terão o acessório, que funcionará como uma espécie de contrapeso e equilibrará o veículo não permitindo desgovernos, além de minimizar as tendências assassinas dos novos veículos e as lesões de seus passageiros.

Dona Benedita, Variant que acabou de adquirir uma garagem no centro, gostou da idéia. “Agora tenho por onde puxar as orelhas dos meus filhos”, diverte-se.

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